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Perícia do INSS: 7 Erros Que Fazem Você Perder o Benefício

DDC LAW·13 de março de 2026·9 min de leitura
Perícia do INSS: 7 Erros Que Fazem Você Perder o Benefício

A perícia médica do INSS é o momento que define se você vai receber ou não seu benefício por incapacidade. Em muitos casos, segurados com doenças reais e incapacitantes saem da perícia com o benefício negado — não porque não mereciam, mas porque cometeram erros evitáveis. Depois de acompanhar centenas de casos, identificamos os 7 erros mais graves que fazem pessoas perderem seus benefícios.

Erro 1: Ir sem exames atualizados

O erro: Levar apenas exames antigos (de 6 meses, 1 ano atrás) ou ir sem nenhum exame complementar.

Por que prejudica: O perito precisa avaliar seu estado atual. Exames antigos podem indicar que a condição já foi resolvida. Sem exames objetivos, o perito fica limitado ao exame clínico de poucos minutos.

O que fazer: Leve exames dos últimos 30 a 90 dias. Priorize: ressonância magnética, tomografia, exames laboratoriais recentes, laudos de especialistas. Se não conseguiu marcar exames pelo SUS a tempo, explique ao perito e registre por escrito que os exames estão pendentes.

Erro 2: Minimizar os sintomas para "parecer forte"

O erro: Disfarçar a dor, dizer que "tá melhorando" ou que "dá pra aguentar", por vergonha ou orgulho.

Por que prejudica: O perito registra exatamente o que você diz. Se você minimiza, ele conclui que a incapacidade é leve ou inexistente. Não é o momento de ser corajoso — é o momento de ser honesto.

O que fazer: Descreva seu dia real. Se você não consegue varrer a casa, diga. Se acorda com dor às 3h da manhã, diga. Se precisa de ajuda para vestir a roupa, diga. Seja específico e verdadeiro.

Erro 3: Não levar o CID da doença

O erro: Levar atestados e laudos que descrevem a doença por nome popular, sem o código CID-10.

Por que prejudica: O sistema do INSS trabalha com CID. Sem o código, o registro fica vago e pode gerar classificação errada da sua condição.

O que fazer: Peça ao seu médico que inclua o CID-10 completo em todos os documentos. Exemplo: não basta "depressão" — precisa ser F32.1 (Episódio depressivo moderado) ou F33.2 (Transtorno depressivo recorrente, episódio atual grave).

Erro 4: Faltar à perícia

O erro: Não comparecer na data agendada sem justificativa.

Por que prejudica: A falta sem justificativa resulta em indeferimento automático do pedido. Você terá que recomeçar todo o processo do zero.

O que fazer: Se não pode comparecer, reagende ANTES pelo Meu INSS ou pela Central 135. Se teve uma emergência médica no dia, guarde o comprovante (atestado de pronto-socorro, por exemplo) e entre em contato imediatamente.

Erro 5: Não descrever as limitações do dia a dia

O erro: Responder apenas "tenho dor nas costas" ou "estou com depressão" sem detalhar o impacto funcional.

Por que prejudica: O perito avalia incapacidade para o trabalho, não apenas diagnóstico. Ter uma doença não significa automaticamente estar incapaz. Você precisa mostrar o impacto real.

O que fazer: Prepare-se para responder:

  • "Não consigo ficar sentado mais que 20 minutos" (se trabalha em escritório)
  • "Não consigo levantar peso acima de 3 kg" (se trabalha com carga)
  • "Tenho crises de pânico ao sair de casa" (se trabalha presencialmente)
  • "Não consigo me concentrar para ler um parágrafo" (se trabalha com análise)

Relacione a limitação diretamente com sua atividade profissional.

Erro 6: Contradizer seus próprios laudos médicos

O erro: Dizer algo na perícia que contradiz o que está nos laudos que você apresentou.

Por que prejudica: O perito compara o que você diz com o que está documentado. Se o laudo diz "dor no ombro direito" e você reclama do esquerdo, se o laudo diz que a dor começou em janeiro e você diz março — o perito registra inconsistência, e isso gera desconfiança.

O que fazer: Leia seus próprios laudos antes da perícia. Saiba o que está escrito, as datas, os diagnósticos. Se houver alguma divergência legítima (ex: a dor migrou de um lado para outro), explique ao perito de forma clara.

Erro 7: Ir sem documentação organizada

O erro: Chegar com uma sacola de papéis bagunçados e entregar tudo ao perito para ele "se virar".

Por que prejudica: A perícia dura em média 10 a 15 minutos. O perito não vai gastar tempo organizando seus documentos. Se ele não encontrar o que precisa, vai registrar "documentação insuficiente".

O que fazer: Organize os documentos nesta ordem:

  1. Laudo médico mais recente (com CID e declaração de incapacidade)
  2. Exames complementares (do mais recente ao mais antigo)
  3. Receituários de medicações atuais
  4. Laudos anteriores mostrando histórico da doença
  5. Relatório do médico do trabalho (se houver)

Use um envelope ou pasta com os documentos na ordem. Se possível, faça uma folha-resumo no topo listando todos os documentos apresentados.

Bônus: O que levar no dia da perícia (checklist)

  • Documento de identidade com foto + CPF
  • Carteira de trabalho (física ou digital)
  • Número do requerimento (NB)
  • Todos os laudos e exames organizados
  • Lista de medicações em uso
  • Comprovante de agendamento da perícia

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